Vantine Consulting completa 39 anos. E seu criador fala desta trajetória, e também do mercado como um todo

August 20, 2025

O Portal Logweb Notícias disponibiliza este espaço ao ILOG – Instituto Logweb de Logística e Supply Chain para que, na pessoa de sua presidente Valéria Lima, sejam realizadas entrevistas com os principais gestores de empresas de grande relevância no mundo logístico.


Neste entrevista em especial, José Geraldo Vantine fala, principalmente, sobre os 39 de sua consultoria, a Vantine Consulting, e também aborda o segmento como um todo, falando das discrepâncias, tendências, etc. Acompanhe.


Valéria Lima: Quais foram os principais marcos e conquistas da Vantine ao longo desses 39 anos de atuação no mercado?

Vantine

Vantine: Não confundir “bife ali na mesa com bife a milanesa”. Ou seja, Supply Chain não tem nada a ver com “cadeia produtiva” nem com “cadeia logística”. Nunca mais diga “O meu Supply Chain”!!!!

Vantine: Vencer as inúmeras dificuldades políticas e econômicas do Brasil; realizar o 1º megaevento em Logística (Logistech Brasil 88); realizar a 1ª missão internacional (Interlog USA 94); realizar inúmeros cursos e eventos e formar a 1ª geração de profissionais de Logística; criar o palete PBR; criar o VUC – Veículo Urbano de Carga; criar a carroceria Sider; lançar a revista Logística Moderna; fundar a Aslog – Associação Brasileira de Logística; executar cerca de mil projetos em cerca de 450 empresas no Brasil e exterior (Chile, Colômbia, México, USA, Espanha, Índia).


Valéria Lima: Como a empresa se adaptou às mudanças tecnológicas e às novas demandas logísticas desde sua fundação?

Vantine: A logística não muda, evolui com as mudanças de mercado, de modelos de negócios, de nível de competição e de influências políticas na economia. As tecnologias de informação e de processos sempre foram absorvidas pela logística. O mundo muda e a Vantine muda junto, pois temos contatos com empresas e academias nos EUA e Europa. Assim, estamos sempre à frente.


Valéria Lima: Quais foram os maiores desafios enfrentados pela consultoria e como eles foram superados?

Vantine: O mais difícil é a inconstância política com efeito direto na economia e consequente impacto no consumo, pois a logística trabalha com planejamento. Outro desafio foi a chegada dos sistemas ERP no início dos anos 90, que engessaram os fluxos de informações, e pudemos superar com parceria com a SAP e auxiliando no desenvolvimento de sistemas WMS. Mais recente, nos últimos 10 anos, o desafio está na formação profissional, que não acompanha as exigências dos nossos clientes, onde a logística subiu para o degrau estratégico em nível global.


Valéria Lima: De que forma a Vantine contribuiu para a profissionalização e modernização da logística brasileira?

Vantine: Ao criar a empresa em 15/08/1986 cravei o slogan “Entre a Teoria e a Prática, fique com as duas”. Criamos muitos cursos, incluindo MBA, muitos seminários técnicos temáticos (Logispoint, Logistrans, Mercolog, Logismam, Logisystem, Logisfarma), viagens de estudos internacionais (Eurolog e Interlog), edição de revistas, centenas de artigos e palestras setoriais.


Valéria Lima: Como a Vantine atua na capacitação e desenvolvimento de profissionais de logística no Brasil?

Vantine: A geração atual dos profissionais não é ligada à leitura de livros e pouco se interessa por seminários técnicos, preferindo os eventos de “cases”. Incluo os próprios consultores da Vantine, que não têm fome de conhecimento, e preciso forçar a leitura e até desafiar conceitos em reuniões de trabalho. Mesmo a leitura de artigos técnicos que eu produzo tem baixo índice de acesso. Hoje eu foco apenas no desenvolvimento dos nossos consultores com um “banho de conhecimento”. Nosso livro “Administração Estratégica da Logística”, com mais e 800 páginas, eu disponibilizo de graça em pdf, e a procura é quase zero. Essa geração digital pouco se interessa, por isso até deixei de organizar viagens de estudos avançados em logística, bem como de promover seminários internacionais com professores acadêmicos.


Valéria Lima: Quais setores da economia mais se beneficiaram das soluções da Vantine ao longo das últimas décadas?

Vantine: De longe, em primeiro lugar, as indústrias com as práticas da logística clássica com foco em redução de custos e aumento no nível de serviços. Essa é uma rotina constante desse setor. Em seguida o varejo (redes de supermercados e redes de lojas de departamentos). Em menor escala, empresas de transporte e Operador Logístico.


Valéria Lima: Quais práticas de ESG (ambiental, social e de governança) têm sido incorporadas nos projetos da empresa?

Vantine: Prefiro extrair para análise apenas o “E” porque tem impacto extra na logística. A NTC&Logística há muitos anos realizou seminários para que as transportadoras acompanhassem as transformações nas motorizações com foco na emissão de CO2 e particulados, contidos no PROCONVE (Programa de Controle de Emissões Veiculares), criado no mesmo ano da fundação da Vantine, 1986, pelo Conama. Houve simetria com o modelo europeu, com o padrão EURO 6 em vigor atualmente no Brasil. Da parte dos transportadores, temos também a iniciativa do SETCESP com o Prêmio de Sustentabilidade, que envolve todos os elementos de preservação ambiental. O problema a meu ver está nos embarcadores, que sendo usuários do transporte rodoviário não possuem programas integrados com a distribuição, resultando em cerca de 30% de veículos trafegando vazios.


Valéria Lima: A Vantine já precisou dizer “não” a um cliente por achar que a estratégia dele era inviável? Como foi essa conversa?

Vantine: Nunca a Vantine disse “não”. Nossa missão é ajudar o cliente na solução de suas necessidades com perfeita identificação dos seus problemas e um diagnóstico com foco em 5P (fato, causa, efeito, solução, viabilidade. Onde “P” significa “Porque”).


Valéria Lima: Em algum momento a Vantine já perdeu um cliente por defender uma verdade incômoda?

Vantine: Felizmente nunca passamos por essa situação. Primeiro porque temos uma metodologia “stop & go” com participação intensa do cliente validando cada uma das 4 etapas do projeto. Segundo, porque todas as nossas proposições de soluções passam por fundamentação 4 steps de validação: Operacional, Técnica, Financeira e Econômica.


Valéria Lima: Quais são os próximos passos e metas da Vantine para os próximos cinco anos?

Vantine: Os próximos passos estão focados na especialização setorial numa matriz relacionando “categoria de empresa com posição na cadeia produtiva”, como se fosse uma volta ao passado com tecnologia (generalista especialista). Quanto às metas, elas são um grande dilema, como escultura de gelo. Falar em plano de metas atualmente nem com ajuda do ChatGPT.


Mercado


Valéria Lima: Como a Vantine enxerga o papel da inteligência artificial e da automação no futuro do Supply Chain?

Vantine: Como eu disse, as inovações em logística são derivadas de diversas tecnologias criadas para as mais diferentes necessidades. IA é uma delas e, certamente, logo após o seu surgimento foram criadas muitas aplicações derivativas e preditivas, principalmente nos vetores de Planejamento de Demanda, Programa de Produção e Gestão de Estoques. O limite de aplicação de IA está na criatividade, ou seja, não tem fim. Considerando que logística é parte integrante da Gestão da Cadeia de Suprimentos (Supply Chain Management), e que o sistema global de comércio está cada vez mais conturbado, o vencedor será aquele que souber adicionar a Inteligência Emocional à Inteligência Artificial. Sobre automação, está mais presente nos processos produtivos e muito a evoluir nos processos logísticos. Não basta utilizar AGV autônomo por laser ou radio, se não resultar em acuracidade 100% no atendimento de pedidos dos clientes. Quer seja B2B ou E2C.


Valéria Lima: Que tendências globais em Supply Chain devem impactar mais fortemente as empresas brasileiras nos próximos anos?

Vantine: Diante da situação geopolítica em acelerado processo de transformação, pouco se pode falar em tendências. Eu prefiro adotar a denominação de Supply Chain Planning (não mais Supply Chain Management). Isso dá mais dinâmica aos gestores que: 1) Precisam entender de geopolítica para a definição de fornecedores globais; 2) Usarem IA para antecipar problemas com transporte marítimo internacional; 3) Analisarem as alianças ou rupturas entre nações para poderem localizar fornecedores e clientes em nível global. Enfim, o gestor de SCP deve ser um especialista estrategista.


Valéria Lima: Supply Chain no Brasil ainda sofre mais por falta de tecnologia ou por mentalidade antiquada dos gestores?

Vantine: Não há falta de tecnologia há muito tempo. O que falta é clareza na definição dos processos de gestão, muitas vezes ligada, sim, com a mentalidade compartimentada da organização. A maioria das empresas com um “C level” no comando de SCM ou SCP sequer conhece as atribuições que se integram à Demanda de Mercado, ao Planejamento de Manufatura, a Suprimentos, Distribuição Física, a Costumer Service e a Finanças.


Valéria Lima: O Brasil está pronto para o Supply Chain 4.0 ou ainda vive preso no 2.0 com jeitinho brasileiro?

Vantine: O conceito 4.0 teve origem na indústria e teve como base o que seria a 4ª revolução industrial com a integração de tecnologias digitais (IoT, IA, Robótica, Big data, Cloud computing, etc.). Mesmo estando com processos não integrados como estabelece o modelo SCM, toda indústria teve oportunidade de utilizar essa inovações e muitas delas acabaram sendo aplicadas nos processos logísticos, e até especificamente no transporte. Tecnologia 4.0 está disponível para qualquer segmento, tanto de Gestão, Operação e Infraestrutura de Logística e, em estágio mais estratégico, a SCM/SCP. Vale ressaltar que a grande maioria das empresas no Brasil são pequenas e médias, e por força das circunstâncias vivem/sobrevivem no nível 2.0.


Valéria Lima: Qual tendência de logística já foi supervalorizada e acabou caindo no esquecimento?

Vantine: Pela minha formação e experiência profissional, tive e tenho a oportunidade de participar da logística como parte do protagonismo. Por isso, eu penso o contrário! Os autores de análise de tendências só classificaram os elementos ligados à tecnologia. O que deixaram de analisar é o que registrei em artigo no início dos anos 1990: A logística como diferencial estratégico competitivo.


Valéria Lima: Em sua opinião, qual é o maior mito que ainda circula sobre Supply Chain e que precisa ser derrubado urgentemente?

Vantine: Confundir Supply Chain com Logística. Aliás, a bem da verdade, até mesmo chamar “Supply Chain” como designação de operação física é outro mito horroroso (se alguém tem duvida e preguiça de estudar, aprenda com o ChatGPT).


Valéria Lima: Se pudesse “chacoalhar” o mercado e mudar um único hábito das empresas brasileiras na gestão de cadeia de suprimentos, qual seria?


Não confundir “bife ali na mesa com bife a milanesa”. Ou seja, Supply Chain não tem nada a ver com “cadeia produtiva” nem com “cadeia logística”. Nunca mais diga “O meu Supply Chain”!!!!


Valéria Lima: O setor ainda é mais reativo do que estratégico? Por quê?

Vantine: Principalmente porque a formação profissional (aliás, a Logweb já publicou artigo meu tratando sobre a questão) em logística é complementar em cursos de MBA ou pós-graduação nos quais não se ensinam modelos estratégicos aplicados à logística. E quando o profissional vai para o mercado, geralmente foca na operação. No máximo olha para o “networking design”.


Fente: https://logweb.com.br/vantine-consulting-39-anos-entrevista/


Vantine: Não confundir “bife ali na mesa com bife a milanesa”. Ou seja, Supply Chain não tem nada a ver com “cadeia produtiva” nem com “cadeia logística”. Nunca mais diga “O meu Supply Chain”!!!! e Valéria Lima que acompanha como a Vantine contribuiu para a profissionalização e modernização da logística brasileira




Por André Interação 9 de março de 2026
Durante muitos anos, governança corporativa foi tratada no Brasil como um tema quase exclusivo das grandes companhias abertas. Conselhos de administração estruturados, políticas formais de gestão de riscos, mecanismos de prestação de contas e práticas de transparência eram vistos como instrumentos sofisticados, normalmente associados às exigências do mercado de capitais. Para a maioria das pequenas e médias empresas, a governança parecia algo distante da realidade do dia a dia empresarial. Esse cenário, no entanto, vem mudando de forma consistente nos últimos anos. A crescente complexidade do ambiente econômico, o aumento das exigências regulatórias, a necessidade de profissionalização da gestão e a pressão por maior transparência nas relações empresariais estão levando empresas de todos os portes a reconhecer que governança corporativa não é apenas um conjunto de boas práticas institucionais. Trata-se de um fator cada vez mais determinante para a sustentabilidade e para o crescimento dos negócios. O que antes era percebido como uma tendência começa a se consolidar como uma realidade concreta no cotidiano das pequenas e médias empresas brasileiras. O avanço da governança nas pequenas e médias empresas Um dos movimentos mais relevantes do ambiente empresarial atual é a crescente adoção de práticas de governança por empresas familiares e organizações de médio porte. Durante décadas, muitas dessas empresas cresceram com base em estruturas decisórias altamente centralizadas, normalmente concentradas na figura do fundador ou de um pequeno grupo de sócios. Esse modelo, embora tenha sido responsável por inúmeras histórias de sucesso empresarial, também revelou limitações importantes à medida que os negócios se tornaram mais complexos. Decisões estratégicas tomadas de forma isolada, ausência de processos formais de prestação de contas e dificuldades para separar interesses familiares das necessidades do negócio frequentemente criam tensões internas e reduzem a capacidade de planejamento de longo prazo. Nesse contexto, a governança corporativa surge como um instrumento capaz de organizar a tomada de decisões, estabelecer responsabilidades claras e criar um ambiente mais estruturado para o desenvolvimento da empresa. Cada vez mais empresários percebem que governança não representa perda de controle, mas sim ganho de qualidade nas decisões. Conselhos consultivos como “porta de entrada” para a governança Um fenômeno particularmente interessante nesse processo é a expansão dos conselhos consultivos nas pequenas e médias empresas. Para muitas organizações, especialmente familiares, o conselho consultivo se tornou a “porta de entrada” para a adoção de práticas mais estruturadas de governança corporativa. Esse modelo permite que os empresários mantenham sua autonomia na gestão, ao mesmo tempo em que passam a contar com a contribuição de profissionais experientes que agregam visão estratégica, conhecimento de mercado e capacidade analítica às decisões da empresa. Quando bem estruturados, os conselhos consultivos ajudam a qualificar o processo decisório, introduzem maior disciplina na definição de estratégias e contribuem para reduzir riscos decorrentes de decisões tomadas de forma excessivamente intuitiva. Mais do que um espaço de aconselhamento, o conselho consultivo deve ser encarado como um fórum estruturado de reflexão estratégica sobre a condução e o futuro da empresa. Profissionalização da gestão como consequência natural Outro movimento que acompanha o avanço da governança é a crescente profissionalização da gestão nas empresas familiares e de médio porte. À medida que práticas de governança começam a ser implementadas, muitas organizações percebem a necessidade de revisar suas estruturas internas. Funções passam a ser mais claramente definidas, indicadores de desempenho tornam-se parte do cotidiano da gestão e processos decisórios passam a seguir critérios mais objetivos. Essa transformação não significa afastar os fundadores ou membros da família empresária da condução do negócio. Ao contrário, a governança permite que esses líderes concentrem sua atuação em temas mais estratégicos, enquanto a gestão operacional passa a contar cada vez mais com executivos especializados. Esse processo tende a tornar as empresas mais resilientes, mais organizadas e mais preparadas para enfrentar ciclos econômicos desafiadores. A gestão de riscos ganha protagonismo Outro aspecto que vem assumindo papel central na evolução da governança nas pequenas e médias empresas é a gestão estruturada de riscos. O ambiente empresarial brasileiro tornou-se significativamente mais complexo nos últimos anos. Mudanças regulatórias relevantes, novas exigências trabalhistas, transformações tecnológicas e o aumento da exposição reputacional passaram a exigir das empresas uma postura muito mais estratégica na identificação e na gestão de riscos. Um exemplo claro desse cenário é a implementação da reforma tributária aprovada pelo Congresso Nacional, que promoverá uma profunda reconfiguração do sistema de tributação sobre o consumo no país. A transição para o novo modelo exigirá das empresas revisões importantes em suas estruturas de precificação, planejamento fiscal, contratos e sistemas de gestão, além de um debate amplo com a sua cadeia de valor. Outro fator que merece atenção é a atualização da Norma Regulamentadora nº 1, a NR-1, que reforça a responsabilidade das empresas na gestão de riscos ocupacionais e na implementação de sistemas estruturados de gerenciamento de segurança e saúde no trabalho. O descumprimento dessas exigências pode gerar passivos trabalhistas, multas regulatórias e danos reputacionais relevantes. Além disso, os riscos reputacionais passaram a assumir dimensão inédita na era digital. A velocidade com que informações circulam nas redes sociais amplia significativamente o impacto de crises corporativas, exigindo das empresas estruturas mais maduras de gestão de comunicação e prevenção de crises. Somam-se a esse cenário outros fatores de risco relevantes, como instabilidade regulatória em diversos setores, crescente judicialização das relações empresariais, pressões por práticas ESG e mudanças rápidas no comportamento dos consumidores. Nesse ambiente mais complexo, decisões baseadas apenas na experiência ou na intuição dos gestores tornam-se cada vez mais insuficientes. A governança moderna exige que as organizações desenvolvam mecanismos estruturados para identificar, avaliar e monitorar riscos estratégicos, operacionais, regulatórios e reputacionais. Transparência e accountability deixam de ser opcionais Outro vetor importante dessa transformação é a crescente valorização da transparência e da accountability nas relações empresariais. Instituições financeiras, investidores, parceiros comerciais e até grandes clientes corporativos passaram a valorizar empresas que demonstram clareza na condução de seus negócios e consistência em seus processos decisórios. Empresas que adotam práticas mais robustas de governança tendem a apresentar maior credibilidade institucional, o que facilita o acesso a crédito, a atração de investidores e o estabelecimento de parcerias estratégicas. Nesse sentido, a governança corporativa deixa de ser apenas um conjunto de boas práticas internas e passa a funcionar, também, como um importante ativo reputacional. Uma transformação que já começou O avanço da governança corporativa nas pequenas e médias empresas brasileiras já não pode mais ser visto como uma tendência distante. Trata-se de uma transformação que está acontecendo agora. Cada vez mais empresários percebem que estruturar conselhos, definir regras claras de tomada de decisão, implementar mecanismos de controle e desenvolver uma cultura de accountability não são iniciativas burocráticas. São decisões estratégicas. Empresas que adotam práticas sólidas de governança tendem a tomar decisões melhores, gerenciar riscos com mais eficiência e construir organizações mais preparadas para crescer de forma sustentável. Nesse novo cenário empresarial, a governança deixou de ser apenas uma tendência. Ela se tornou parte da realidade das pequenas e médias empresas que querem construir um futuro mais sólido e duradouro. Maurício de Souza Conselheiro Consultivo e de Administração | Expert em Governança Corporativa e Gestão de Riscos | Mentor de Conselheiros e Executivos 
Por André Interação 4 de março de 2026
Governança Corporativa para Empresas do Comércio Exterior - Evento CCCER https://www.youtube.com/watch?v=fTifiVBW5tA&feature=youtu.be 
Por André Interação 26 de fevereiro de 2026
A Comissão Especial de Estudos de Fomento ao Comércio Exterior da Câmara Municipal de Campinas promove, no dia 2 de março (segunda-feira), às 14h15, a abertura dos trabalhos de 2026 com um painel especial sobre Governança Corporativa no setor. Aberto ao público, o evento, que acontece no Plenário da Câmara Municipal, será realizado em parceria com a Câmara de Comércio Exterior Campinas & Região. A iniciativa tem como objetivo promover o debate sobre boas práticas de gestão, liderança, transparência e mitigação de riscos, temas estratégicos para empresas que atuam no comércio exterior e em ambientes de alta competitividade. Segundo o vereador Dr. Yanko, presidente da Comissão, a escolha do tema reforça o compromisso do colegiado com o desenvolvimento econômico do município. “A governança corporativa é um instrumento essencial para empresas que buscam crescimento sustentável, competitividade e segurança nas decisões. Abrir os trabalhos da Comissão com esse tema demonstra nosso compromisso em aproximar o Legislativo do setor produtivo e fomentar o comércio exterior em Campinas”, afirma Dr. Yanko. O painel será coordenado pelo IDG – Instituto de Desenvolvimento em Governança Corporativa e contará com a participação de quatro conselheiros consultivos e de administração com atuação em empresas de médio e grande porte. Os painelistas são Maurício de Souza, especialista em governança corporativa, gestão de riscos e mentor de executivos; Gisela Maranhão, educadora executiva E3 e especialista em governança corporativa, Rodrigo Santana, especialista em finanças corporativas, empresário e CFO; e Ervino Schnarndorf, com experiência em companhias multinacionais, supply chain e comércio exterior. Representantes do setor também destacam a relevância do encontro. “Governança Corporativa é imprescindível ao futuro econômico e financeiro das empresas, seja ela grande, média ou pequena. Caracteriza-se como o principal instrumento visando confiabilidade e perenidade das empresas. O futuro empresarial define-se com as decisões compartilhadas para atingir as principais estratégias a serem perseguidas”, afirmou Márcio Barbado, presidente da Câmara de Comércio Exterior. (Mauricio de Souza e Gisela Maranhão são sócios fundadores do IDG) .